Adriana Ventura

Ensino técnico profissionalizante em debate

Adriana Ventura debate os desafios do Ensino Técnico no Brasil, na TV Câmara

O ensino técnico profissionalizante pode ser uma saída para a geração de jovens que nem estudam e nem trabalham?

A deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP) participou do programa da TV Câmara, “Câmara Debate” que e discutiu o tema “Os desafios da educação técnico profissionalizante”. O programa, conduzido pelo jornalista William França, contou também com a participação do deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) para debater o tema proposto.

A deputada enfatizou a necessidade de investimento e melhorias na educação básica para que todos os estudantes possam ter as mesmas oportunidades e acesso ao trabalho. Sua preocupação era sobre o aumento do índice de jovens que nem estudam e nem trabalham, os chamados “nem-nem”.  

A gente começa pecando no investimento da educação básica, 3 mil e 500 dólares/ano. Quando, por exemplo, você pega educação superior no Brasil, 15 mil dólares/ano, então é vergonhoso o tanto que se gasta no ensino superior quando na verdade todo esforço deveria estar na educação básica”, afirmou.

Além de investir na educação básica, a deputada reforçou que o ensino técnico pode desempenhar um papel crucial na melhoria da competitividade dos estudantes no mercado de trabalho, especialmente quando há deficiências na qualidade do ensino básico, sendo um meio mais rápido para qualificação profissional, acesso ao mercado de trabalho e até mesmo formação em nível superior.

Os deputados discordam sobre a implementação de institutos federais: segundo o deputado Tarcísio, o governo federal recentemente criou 100 novos IFs, o que na opinião da deputada Adriana é uma medida que necessita de evidências e dados para que seja positiva, necessitando de planejamento para a criação dos institutos. A bancada do partido NOVO apresentou, inclusive, um requerimento de informações ao Ministério da Educação (MEC) questionando a instituição dos IFs.

24% dos jovens nem estudam nem trabalham

Dados importantes para o debate mostram que, atualmente, o Brasil registra alto índice de jovens entre 18 e 24 anos que nem estudam e nem trabalham, os chamados “nem-nem”: cerca de 24,4% estão nessa situação. A formação técnica também representa uma possibilidade de reduzir a vulnerabilidade social da juventude. 

Uma pesquisa do Datafolha em parceria entre o Todos Pela Educação, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Natura e Instituto Sonho Grande, mostrou que 98% dos alunos de ensino médio das escolas públicas gostariam de uma escola que os preparasse para o mercado; e 97% dos jovens indicam que teriam condições de escolher uma área para aprofundamento durante a sua jornada no ensino médio.

Acompanhe o debate completo:

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