Adriana Ventura

Qual é o deputado do HC de Campinas?

Inovação na saúde: deputada Adriana Ventura no CAISM, em Campinas
Deputada Adriana Ventura no CAISM

Adriana Ventura destinou R$ 6 milhões em emendas para o HC-Unicamp, uma por ano desde 2020

Em 2020, o recurso comprou antimicrobianos para tratar quem estava internado. Em 2026, vai comprar a máquina que assume as funções do coração e do pulmão durante uma cirurgia cardíaca. Entre um ponto e outro há sete anos — e uma emenda parlamentar por ano, sem falhar.

Desde 2020, o Hospital de Clínicas da Unicamp (HC-Unicamp), em Campinas, recebeu R$6.000.000 em sete emendas da deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP). Uma para cada ano, em valores que mais dobraram no período: de R$500 mil em 2020 a R$1,3 milhão em 2025 e 2026.

Inaugurado em 1985 no distrito de Barão Geraldo, o HC-Unicamp atende integralmente pelo SUS e é um dos maiores hospitais universitários do país. Funciona como referência de alta complexidade para Campinas e para uma macrorregião de 86 municípios, com cerca de 6,5 milhões de habitantes, e realiza em média 40 cirurgias por dia. É nesse volume que a presença constante da deputada no orçamento do hospital se traduz em equipamento novo em sala.

Uma emenda por ano, de 2020 a 2026

AnoValorDestinação
2020R$ 500.000Custeio — terapia com antimicrobianos
2021R$ 500.000Custeio — pacientes de Covid-19
2022R$ 700.000Monitores multiparâmetros para UTI
2023R$ 700.000Equipamento de SPECT/CT
2024R$ 1.000.000Microscópio cirúrgico de última geração
2025R$ 1.300.000Robô cirúrgico com suporte de inteligência artificial
2026R$ 1.300.000Bomba de circulação extracorpórea
TotalR$ 6.000.0007 emendas

2026: substituir um modelo que o próprio hospital classifica como falido

A emenda de R$1.300.000 empenhada para 2026 vai financiar a compra de uma unidade de bomba para circulação extracorpórea (CEC) modulada, com cinco ou mais roletes — o equipamento que mantém a circulação e a oxigenação do sangue enquanto o coração é operado.

O ponto central está na justificativa apresentada pelo hospital. Hoje, essas máquinas chegam ao HC por comodato: a empresa que vence a licitação dos insumos cede o equipamento. Segundo o projeto, o modelo está falido e representa risco ao paciente, porque as máquinas cedidas costumam ser antigas, sem serviço e desatualizadas — sem a segurança necessária para uma perfusão conduzida por metas. E não existe, no país, nenhuma forma de obter máquinas novas por esse tipo de contrato.

Na prática, a emenda permite ao hospital deixar de depender do fornecedor para ter um equipamento crítico de cirurgia cardíaca.

Robô cirúrgico com IA e microscópio de última geração

Em 2025, R$1.300.000  já pagos viabilizaram a aquisição de um robô para cirurgias minimamente invasivas com suporte de inteligência artificial. A justificativa do hospital é direta: equipamentos médico-hospitalares acompanham o mesmo ritmo de inovação de setores como TI e aeroespacial, e a incorporação de IA se traduz em procedimentos mais precisos e em mais segurança para o paciente.

No ano anterior, R$1.000.000 pagos em 2024 compraram um microscópio cirúrgico de última geração, usado em neurocirurgias e em outras especialidades, integrado ao sistema de neuronavegação que o hospital já possuía. Por ser um hospital universitário, o ganho é duplo: o equipamento também permite transmitir cirurgias de alta complexidade em 4K para aulas, treinamento e telemedicina — ou seja, cada procedimento vira material de formação para residentes e estudantes.

Diagnóstico por imagem e terapia intensiva

Em 2023, R$700.000 foram destinados à aquisição de um SPECT/CT, equipamento de medicina nuclear que combina, em um mesmo exame, a imagem funcional do órgão e a imagem anatômica detalhada. É a tecnologia que sustenta diagnósticos mais precisos em oncologia, cardiologia e ortopedia.

Um ano antes, em 2022, outros R$700.000 renovaram os monitores multiparâmetros da UTI, aparelhos que acompanham continuamente sinais vitais dos pacientes em estado crítico.

A pandemia e o essencial

As duas primeiras destinações foram de custeio — a rubrica menos visível, mas que sustenta o funcionamento diário do hospital.

Em 2021, R$500.000 custearam o atendimento a pacientes de Covid-19, no auge da pressão sobre os leitos da região. No ano anterior, R$500.000 foram aplicados em terapia com antimicrobianos, garantindo o tratamento adequado de pacientes durante a internação.

Sete anos, R$ 6 milhões

O histórico do HC-Unicamp mostra um padrão raro: nenhum ano sem destinação desde 2020. O que mudou foi a natureza do recurso — de insumo emergencial na pandemia da tecnologia de ponta em centro cirúrgico —, o que só é possível quando o apoio é contínuo e o hospital pode planejar aquisições de médio prazo.

Com R$1,3 milhão já empenhado para 2026, a parceria entra no oitavo ciclo consecutivo.

Deputada Adriana Ventura no Hospital das Clinicas em uma sala com equipamentos hospitalares.
Deputada Adriana Ventura no HC
Deputada federal Adriana Ventura no CAISM em Campinas
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Adriana Ventura HC Campinas
Deputada Adrtiana Ventura destinou mais 80% de suas emendas impositivas para o SUS
Deputada Adriana Ventura no HC Campinas
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Deputada Adriana Ventura no CAISM

É papel do deputado federal fazer emendas ao orçamento 

Você sabe o que faz um deputado federal? O deputado é um representante do povo e defende os interesses do estado que o elegeu. O parlamentar tem três atribuições principais, estabelecidas na Constituição: legislar, fiscalizar o executivo e fazer emendas ao orçamento.

Há dois tipos de emendas: as emendas individuais e as emendas de bancada. E é por meio delas que o deputado pode enviar mais de 40 milhões por ano para as entidades ou cidades de seu estado que precisem de recursos. É o dinheiro dos impostos pagos por você, cidadão, retornando para a sua cidade.

A deputada Adriana abre edital (processo seletivo) para destinar as emendas individuais.  Ela também é autora de proposição que estabeleceu critérios técnicos para as emendas de bancada e os critérios utilizados para o envio.

É responsabilidade de qualquer deputado, parlamentar, político retornar o dinheiro do pagador de impostos, o dinheiro pago pelos cidadãos, de forma inteligente e comprometida com as necessidades do brasileiro, seja na área saúde, seja na área de segurança ou seja na educação.”