Adriana Ventura

O resultado da CPMI do INSS foi positivo ou negativo?

Resultado da CPMI do INSS: deputada Adriana aprova o relatório final
Resultado da CPMI do INSS: deputada Adriana aprova o relatório final

CPMI do INSS termina com relatório rejeitado e sensação de impunidade. Mas ainda há um resultado positivo

No sábado, 28 de março de 2026, o Brasil recebeu com indignação o encerramento da CPMI do INSS, cujo relatório foi rejeitado por 19 votos a 12. “O que mais revolta não é apenas o fim formal dos trabalhos, mas a sensação amarga de que a verdade foi interrompida antes de alcançar todos os responsáveis”, disse a deputada federal Adriana Ventura, membro titular da Comissão de Inquérito que se debruçou sobre a fraude do INSS durante 7 meses. “A questão que fica é se o aposentado será protegido ou continuará sendo abandonado justamente na fase da vida em que mais precisa de proteção do Estado”.

Apesar da rejeição e da blindagem, a CPMI avançou e produziu resultados inegáveis após sete meses de trabalho:

  • Foi elaborado um relatório de mais de 4 mil páginas, que resultou no indiciamento de 216 pessoas, incluindo ex-dirigentes do INSS, ex-ministros, parlamentares e operadores financeiros.
  • As investigações rastrearam quase R$ 40 bilhões em movimentações, identificando crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa.
  • A Comissão expôs um esquema bilionário de descontos indevidos nos benefícios de aposentados.
  • Mostrou-se ao Paísa que sindicatos operavam como organizações criminosas com acesso direto à folha do INSS. 
  • Obrigou-se o governo a indenizar os aposentados, ainda que com dinheiro público, porque os verdadeiros responsáveis seguiram protegidos.
  • Foi aprovada a quebra de sigilo de envolvidos que o governo tentou proteger.


Blindagem Escancarada e Interrupção da Investigação

A busca pela verdade foi interrompida por pressões e blindagens. A prorrogação da comissão foi travada e o prazo de investigação foi insuficiente. A lista de protegidos foi longa e vergonhosa, incluindo Lulinha, Frei Chico (irmão do presidente), a amiga do Lulinha, sindicato de irmão de deputado do PT, ex-chefe de gabinete do Alcolumbre, marqueteira do PT e ministro do atual governo. O Presidente do Congresso foi criticado por ter sido “frouxo”, não garantindo que todos fossem ouvidos.

Além disso, quando as investigações chegaram perto do Banco Master e envolveram suspeitas sobre ministros do STF e seus familiares — com contratações milionárias e pagamentos que levantam suspeitas de tráfico de influência — surgiu um “verdadeiro quarteto de proteção” (Moraes, Toffoli, Gilmar, Dino) para frear tudo.

O que mais revoltou foi a forma como o Governo piorou tudo: cobrindo o roubo com dinheiro público. Quem indenizou os aposentados não foram os ladrões, mas o povo brasileiro, com dinheiro que saiu da saúde, educação e segurança, enquanto os verdadeiros responsáveis seguiram protegidos (e ricos!). “O Brasil não pode aceitar que os fracos arquem com a conta, enquanto os fortes escapam pelo labirinto dos altos escalões”.


A CPMI terminou sem responder plenamente às perguntas mais graves. Terminou sem esclarecer de forma completa o caminho do dinheiro. Terminou sem dissipar todas as dúvidas sobre quem lucrou, quem protegeu, quem se omitiu e quem impediu que a investigação avançasse até às últimas consequências.




E o que vai acontecer agora?

Um país sério não encerra investigação por conveniência. Não protege poderosos às custas de idosos. Não transforma escândalo em pizza.

Apesar da rejeição do relatório, os fatos que ele documenta não desaparecem, e as cópias já foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e ao STF. A CPMI cumpriu seu papel de jogar luz no escândalo, mas a investigação não pode acabar por aqui. A cobrança, a pressão e a exigência de verdade continuam. O dinheiro do aposentado exige devolução integral, rastreamento completo e responsabilização exemplar. O risco agora é a impunidade.

Meu compromisso segue firme: fiscalizar sem medo, cobrar transparência e garantir que cada centavo roubado do aposentado seja devolvido. Sem exceção”, diz a deputada federal Adriana Ventura, membro titular da CPMI do INSS.



Quais deputados e senadores votaram a favor do relatório da CPMI do INSS?

Adriana Ventura (Novo-SP), deputada federal

Alfredo Gaspar (União-AL), deputado e relator da CPMI

Bia Kicis (PL-DF), deputada

Coronel Chrisóstomo (PL-RO), deputado

Coronel Fernanda (PL-MT), deputada

Damares Alves (Republicanos-DF), senadora

Eduardo Girão (Novo-CE), senador

Izalci Lucas (PL-DF), senador
Magno Malta (PL-ES), senador

Marcel Van Hattem (Novo-RS), deputado

Marcio Bittar (PL-AC), senador

Rogério Marinho (PL-RN), senador


Quais deputados e senadores votaram contra o relatório da CPMI?

Alencar Santana (PT-SP), deputado

Átila Lira (PP-PI), deputado

Augusta Brito (PT-CE), senadora

Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), deputado

Eliziane Gama (PSD-MA), senadora

Humberto Costa (PT-PE), senador

Jaques Wagner (PT-BA), senador

Jussara Lima (PSD-PI), senadora

Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado

Meire Serafim (União Brasil-AC), deputada

Neto Carletto (Avante-BA), deputado

Orlando Silva (PCdoB-SP), deputado

Paulo Pimenta (PT-RS), deputado

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador

Ricardo Ayres (Republicanos-TO), deputado

Rogério Carvalho (PT-SE), senador

Rogério Correia (PT-MG), deputado

Soraya Thronicke (Podemos-MS), senadora

Teresa Leitão (PT-PE), senadora

Resumo rápido

CPMI do INSS: o que estava por trás e por que incomodou tanto?

👉 Fraudes contra aposentados do INSS

👉 Descontos indevidos em benefícios

👉 Atuação de sindicatos e entidades

👉 Possíveis conexões com bancos e operadores financeiros

👉 Uso de dados públicos para aplicar golpes

💬 Milhões de aposentados foram lesados

O que atrapalhou a CPMI

⚠️ Falta de prorrogação da comissão

⚠️ Pressões políticas

⚠️ Interferência institucional

⚠️ Blindagens dentro do Congresso

💬 Resultado: investigação interrompida antes de chegar em todos os responsáveis

Quem foram os principais blindados

🚨 Lulinha

🚨 Frei Chico (irmão do presidente)

🚨 Pessoas ligadas ao PT

🚨 Integrantes do centrão

🚨 Envolvidos com o caso Banco Master

💬 Teve gente grande que ficou de fora — e não foi pouca gente

Quem a CPMI não conseguiu ouvir?

❌ Pessoas-chave do esquema

❌ Dirigentes e operadores

❌ Conexões mais profundas do caso

❌ Explicações sobre movimentações financeiras

💬 A verdade ficou pela metade

Quais as indicações do relatório final?

📌 Indiciamento de mais de 200 pessoas

📌 Envolvimento de:

  • Lulinha
  • Parlamentares
  • Ex-ministros
  • Dirigentes de estatais
  • Entidades associativas

💬 Um dos maiores escândalos recentes

Qual o poder de uma CPMI?

✔️ Investigar com força institucional

✔️ Quebrar sigilos

✔️ Convocar depoentes

✔️ Produzir relatório com indiciamentos

💬 Não pune diretamente, mas impulsiona a Polícia Federal e o Ministério Público

O que a CPMI já revelou?

👉 Exposição do esquema

👉 Pressão pública

👉 Avanço das investigações

👉 Prisões e medidas cautelares

💬 A CPMI cumpriu seu papel de jogar luz no escândalo

O que fazer para a CPMI não acabar em pizza?

⚠️ Cobrar continuidade das investigações

⚠️ Pressionar por responsabilização

⚠️ Acompanhar atuação da Polícia Federal

⚠️ Não deixar o tema morrer

💬 O risco agora é a impunidade

E o que esperar a partir de agora?

A CPMI acabou… mas a investigação não pode acabar.

👉 A confiança é que a Polícia Federal termine o trabalho

👉 O dinheiro dos aposentados precisa voltar inteiramente

👉 E os responsáveis precisam pagar

Não dá pra aceitar que tudo termine em pizza.

Conheça a Deputada Adriana Ventura Doutora em Administração professora universitária da Fundação Getúlio Vargas – FGV – EAESP, Adriana é também empreendedora. Uma cidadã comum sem apadrinhamentos políticos, que, indignada com os rumos da política do país, saiu da estagnação para a ação e entrou para a política em 2018, com sua eleição para Deputada federal pelo NOVO/SP.
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