Adriana Ventura

Ministro Mandetta esteve na Comissão Geral da Câmara

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Em Sessão Extraordinária para deputados federais, o ministro falou das políticas públicas para contenção do coronavírus

Na quarta-feira, 11 de março, dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia do coronavírus (Covid-19), foi realizada uma Sessão Extraordinária – Comissão Geral na Câmara dos Deputados, em Brasília, com a presença do Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Ele apresentou para os deputados federais os números sobre a circulação do vírus no Brasil, as medidas governamentais para contenção da epidemia e as ações do Ministério da Saúde. A Deputada Adriana Ventura, membro da Comissão de Saúde, Seguridade Social e Família, esteve presente, representando a bancada do Novo na Câmara.

 

Deputada Adriana entre Carmen Zanotto e MInistro Mandetta

O ministro declarou que a melhor maneira de evitar que o coronavírus se alastre pelo território nacional é que a população cumpra as recomendações das autoridades, sem pânico. Embora a letalidade no mundo permaneça baixa, em torno de 3,5%, a epidemia gerará enorme pressão sobre o sistema de saúde, pela quantidade de novos casos e de pessoas que irão demandar atendimento. Todos os governos estaduais e do Distrito Federal já apresentaram planos de contingência.

Principais medidas governamentais:

– Encaminhamento de pedidos para contratação de cinco mil médicos para as unidades básicas de saúde e aumento de 1,5 mil para 6,7 mil os postos de saúde (impacto de quase R$ 1 bilhão);

– Contratação de 1000 novos leitos de UTI sob critério do Ministério da Saúde;

Adoção de novos critérios para utilização de leitos de UTI, com adiamento de procedimentos eletivos para preservação dos leitos;

– Aquisição até 18 de março de kits para teste e diagnóstico do coronavírus;

– Aquisição de 20 milhões de máscaras (com sobrepreço de 1800% em relação ao preço normal, já que os países do hemisfério norte, afetados inicialmente pela epidemia, fizeram compras que esgotaram os estoques);

Estipulação de valores dos kits (máscaras, álcool, luvas…), para acabar de imediato com os valores abusivos que estão sendo cobrados;

Definição de medidas para elaboração dos atestados médicos (como serão entregues) para que a pessoa infectada não tenha que fazer o deslocamento;

– Estudos sobre uso da telemedicina;

– Orientação para a população tomar a vacina contra a gripe Influenza. Ainda não existe imunização contra o novo coronavírus, no entanto, a vacinação contra a gripe Influenza é uma medida de contenção, já que pode diminuir a procura pelos serviços de saúde e também facilitará o diagnóstico para a Covid-19. A campanha de vacinação para os grupos de risco (idosos e profissionais de saúde) terá início no dia 23 de março.

Pandemia de coronavírus

Em escala mundial, a OMS prevê que haverá um aumento ainda mais significativo do número de mortes e de países afetados pela doença nas próximas semanas. O Ministro da Saúde do Brasil afirmou que o governo já trata a doença como uma pandemia e está rediscutindo o orçamento para liberar recursos adicionais ao combate ao coronavírus. O relator do Orçamento da LOA 2020 garantiu que as emendas de custeio, em torno de R$ 5 bilhões, serão destinadas para ações da saúde devido a pandemia do coronavírus.

Avanço da epidemia no Brasil

Até o fechamento desta matéria, no dia 16 de março, o Brasil registrava 234 casos confirmados do novo coronavírus: 152 pessoas infectadas no estado de São Paulo e 31 no Rio de Janeiro. Os demais estados são: Paraná (6), Rio Grande do Sul (6), Bahia (2), Pernambuco (2), Minas Gerais (5), Santa Catarina (7), Distrito Federal (13), Alagoas (1), Mato Grosso do Sul (2), Amazonas (1), Rio Grande do Norte (1), Sergipe (1), Goiás (3) e Espírito Santo (1).

O ministro da saúde prevê que o Brasil viverá o cenário de “transmissão comunitária” do coronavírus na próxima semana, quando já não é mais possível rastrear onde o infectado foi contaminado.

“Nenhuma das pessoas do mundo tem imunidade prévia contra esse vírus. Na semana que vem trabalharemos com o conceito de transmissão comunitária e veremos o início de pequenos surtos, pequenos inícios de redemoinho” explicou Mandetta.

Até o momento, não existe orientação para restrição em aeroportos brasileiros, apenas alertas para que todos os que apresentarem sintomas sejam isolados até que sejam confirmados como infectados, ou não, pelo vírus.

Sobre o contágio

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, provavelmente os 3 a 5 primeiros dias de início dos sintomas são os de maior transmissibilidade. Por isso, casos suspeitos devem ficar em isolamento respiratório, desde o primeiro dia de sintomas, até serem descartados.

A capacidade de contágio, que é o número médio de “contagiados” por cada pessoa doente, do novo coronavírus (SARS-CoV-2) é de 2,74, ou seja, uma pessoa doente com a COVID-19 transmite o vírus, em média, a outras 2,74 pessoas. Comparativamente, na pandemia de influenza H1N1 em 2009, esta taxa foi de 1,5 e no sarampo é em torno de 15.

Fases 1, 2 e 3 da epidemia

A primeira fase epidemiológica da COVID-19 refere-se a casos em que os contagiados regressaram de países onde existe a epidemia.

A segunda fase já é de transmissão local, quando pessoas doentes não viajaram para o exterior, ou seja, pegaram o vírus de outra infectada, sendo ainda possível identificar o paciente que transmitiu o vírus, geralmente parentes ou pessoas de convívio social próximo.

E finalmente pode ocorrer a terceira fase, chamada de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente e não há mais a capacidade de identificar a fonte ou pessoa transmissora.

Cuidados de saúde da própria população

Para o Ministro da Saúde, é tempo de resguardar o grupo que pode desenvolver a versão aguda da doença: idosos e pessoas com doenças associadas. Declarou, por exemplo, que cancelar as aulas pode expor mais os idosos. “Quem vai ficar com as crianças que não estão na escola? Os avós”, questionou Mandetta.

Na sessão, o ministro ainda alertou que os hábitos de higiene são fundamentais neste momento, como cobrir o rosto ao tossir ou espirrar e evitar visitas à pessoas mais idosas, que são mais vulneráveis à doença. “Todos devem lavar as mãos de seis a oito vezes por dia, evitar tocar o rosto, cobrir a boca ao tossir ou espirrar com a parte interna do braço e, se sentir os sintomas respiratórios acompanhados de febre, evitar sair de casa ou ir a grandes aglomerações e usar a máscara”, orienta o ministro da saúde.

 

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