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Teleconsulta no SUS é tema de seminário na Câmara dos Deputados

A Frente da Telessaúde, presidida pela Deputada Adriana Ventura, convidou especialistas para falar sobre experiências de teleconsulta

Democratizar o acesso à saúde é o principal objetivo da Telessaúde no Brasil. E foi por este motivo que a deputada federal Adriana Ventura, presidente da Frente da Telessaúde no Congresso Nacional, promoveu o seminário: “Teleconsulta no SUS: Casos de Sucesso”, na terça-feira (27), na Câmara dos Deputados. 

Desde a aprovação da Lei da Telemedicina durante a pandemia, no ano passado, a discussão sobre a criação de uma lei que atenda a todos, tanto os pacientes como profissionais da saúde, está em pauta. “Temos visto que diante da complexidade e da importância do Sistema Único de Saúde a discussão é às vezes muito polêmica”, pontua. “O seminário tem o intuito de abordar os prós e contras sobre o uso da teleconsulta. O debate é importante para trazer experiências, falar o que deu certo, falar os problemas que aconteceram e tudo que envolve a prática. É um debate para juntar a sociedade e o Congresso Nacional com o único objetivo de melhorar o SUS, dar acesso à população que mais precisa: quem tem dificuldade de locomoção ou que não tem um médico próximo da sua região. Tudo no sentido de melhorar a saúde pública no Brasil”, ressalta a parlamentar.

Acompanhe o que disseram os palestrantes:

> Dulcineide Oliveira, diretora do Núcleo de Telessaúde da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco

Dulcineide Oliveira apresentou o tema: Teleconsulta como política de saúde pública. Segundo ela, desde março do ano passado, já foram realizadas 24.129 mil teleconsultas no estado do Pernambuco. “No primeiro momento, o teleatendimento foi realizado com os pais das crianças nascidas com microcefalia. Depois, começamos a acompanhar os pacientes com doenças raras e continuamos por meio da teleconsulta o acompanhamento dos pacientes com doenças crônicas”, informa. A diretora comemora o resultado e afirma que estão sendo realizados estudos para ampliar a teleconsulta para pacientes da oncologia e da cardiologia. 

> Luciana Borges, diretora de Atenção Primária e Rede Assistencial do Instituto Israelita de Responsabilidade Social, do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE)

Luciana Borges falou sobre teleconsulta direta ao paciente na saúde primária. Só na cidade de São Paulo, o Einstein administra 23 unidades públicas, com atendimento 100% SUS. Segundo a diretora, desde março de 2020, já foram realizadas 167.831 mil teleconsultas. “Percebemos também que os idosos, embora achassemos que teriam mais dificuldades, gostaram bastante do formato da teleconsulta e participam muito da modalidade”, aponta. 

> Felipe Cabral, coordenador Médico de Saúde Digital, Hospital Moinhos de Vento, do Rio Grande do Sul

Felipe Cabral abordou o tema teleconsulta oftalmológica no SUS. O coordenador revelou que, segundo pesquisa realizada, 95% dos pacientes atendidos disseram estar muito satisfeitos com o serviço de telediagnóstico em oftalmologia e em relação à resolutividade, apenas 5% dos casos foi necessária consulta presencial. “Com a teleconsulta nós conseguimos também qualificar a lista de espera para que os casos mais sérios sejam atendidos primeiro. A telemedicina, apesar da distância, é atenciosa e carinhosa”, aponta o coordenador. 

> Sabrina Dalbosco Gadenz, gerente de Projetos Digitais da Superintendência de Compromisso Social do Hospital Sírio-Libanês

Luciana Gadenz, acompanhada de Stephan Sperling, da Liderança Médica do Projeto PROADI-SUS Regula Mais Brasil Colaborativo da Superintendência de Compromisso Social do Hospital Sírio-Libanês, apresentou a palestra “Teleconsulta no SUS para Especialidades Médicas”. O Regula Mais Brasil é um projeto do Hospital Sírio-Libanês em parceria com o Ministério da Saúde para atuar na diminuição do tempo de espera de pacientes para se consultarem com especialistas do SUS. Atualmente, o programa atua em cinco localidades: Amazonas, Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre e Recife. “Já são cerca de 445 mil casos atendidos. Atuamos de duas formas: usamos a teleconsultoria para apoiar os médicos presentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e regulação das filas para consultas na Atenção Secundária à Saúde”, explica a gerente de Projetos Digitais.