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O que é corrupção? Como combater?

Seminário da FECC reúne especialistas para discutir o combate à corrupção. E eles lembram a importância da prisão após condenação em segunda instância como arma contra a impunidade

Os corruptos acreditam na impunidade. É por isso, que a PEC 199 – prisão após condenação em segunda instância – precisa voltar a ser discutida e votada na Câmara dos Deputados. Essa é a opinião dos convidados do seminário da Frente Parlamentar Mista Ética Contra a Corrupção, que aconteceu na terça-feira 8 de dezembro, com o tema “Corrupção – do seu conceito às suas tipologias”. Participaram do encontro o ministro da CGU, Wagner Rosário, o desembargador João Pedro Gebran, o procurador Eduardo El Hage, e a delegada da Polícia Federal Érika Marena.

Frente Ética
O papel desempenhado pelos órgãos de controle na prevenção e fiscalização de ilícitos administrativos foi debatido no seminário

A presidente da Frente, deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP), lembrou que em 09 de dezembro é celebrado o Dia Internacional de Combate a Corrupção e ressaltou a importância de debater e esclarecer a população sobre o tema. E colocou a FECC a serviço desse combate. “Contem com essa Frente Parlamentar para pedir apoio, sugerir eventos, propostas legislativas. Esse canal está sempre aberto, nosso objeto é conectar todos, os órgãos e sociedade para melhorar o combate a corrupção”, declarou Adriana Ventura.

Cada palestrante expôs as peculiaridades que envolvem a investigação nos casos de corrupção e as situações específicas que cada entidade enfrenta. Dessa forma, foi consenso durante o seminário, que é necessário votar a PEC 199, para poder modificar a Constituição e permitir a prisão após condenação em segunda instância. Também reforçaram a importância da votação da PEC 333, que pede o fim do foro privilegiado, a continuidade da Operação Lava jato no país, colaboração das instituições financeira em fornecer dados bancários, dentre outros pontos.